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Populaes pr-colombianas podem ter domesticado a Amaznia

07/03/2017 ( Caderno: Matérias )


Um grupo de bilogos e arquelogos defende que a Amaznia, longe de ser uma floresta virgem, foi profundamente alterada pelas populaes humanas que viveram por l ao longo dos ltimos milhares de anos. Detectamos que perto de stios arqueolgicos h uma maior concentrao e diversidade de rvores usadas pelos ndios, conta a biloga Carolina Levis, doutoranda no Instituto Nacional de Pesquisas da Amaznia (Inpa) e na Universidade de Wageningen, Holanda, e primeira autora de um artigo publicado http://science.sciencemag.org/content/355/6328/925 na revistaScience. Os resultados descrevem uma floresta modificada de forma constante por milhes de ndios.

Levi e seus coautores examinaram, pela primeira vez, correspondncias entre dados arqueolgicos e botnicos, graas a dois extensos bancos de dados. Um compilado pelos arquelogos Eduardo Tamanaha, do Instituto de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau, no Amazonas, e Andr Junqueira, agora em estgio de ps-doutorado na Universidade de Wageningen, que inclui dados de mais de 3 mil stios arqueolgicos. O outro foi criado pelo botnico Hans ter Steege, do Centro de Biodiversidade Naturalis, tambm da Holanda, formando uma rede de pesquisadores que fizeram inventrios botnicos em 1.170 parcelas de amostragem na Amaznia, listando mais de 4 mil espcies de rvores.

At 2013, o projeto de pesquisa contou com oapoio da FAPESP no mbito de um acordo com a Fundao de Amparo Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tendo como pesquisador responsvel Javier Tomasella http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/2414/javier-tomasella/.

As diferenas na composio florstica entre onde j houve povoamentos e reas mais distantes so to marcantes que Carolina acredita poder usar a composio da flora como assinatura para localizar stios arqueolgicos. Levando em conta as rvores atuais, a pesquisadora do Inpa chegou a detectar 85 espcies usadas e domesticadas pelos ndios, como o aa-do-mato, a castanha-do-par e a seringueira.

A abundncia das plantas usadas pelos ndios ainda sugere que muitas domesticaes aconteceram no sudoeste da Amaznia, onde tambm teriam surgido famlias lingusticas importantes, como o Tupi e o Arawak. Esses grupos podem ter levado as plantas por grandes distncias, sugere Carolina. A correlao entre rvores hiperdominantes aquelas que aparecem em abundncia desproporcional e indcios de populaes humanas antigas mais forte no sudoeste da Amaznia, como Rondnia, e tambm na regio da foz do Amazonas, mas concluses definitivas esbarram em amplas extenses desconhecidas tanto do ponto de vista florstico quanto arqueolgico.

Uma das dificuldades saber se a distribuio das rvores foi realmente alterada por geraes e geraes de ndios, ou se os povos se estabeleceram exatamente onde havia recursos valiosos para eles. Carolina aposta na primeira alternativa. Encontramos rvores com preferncias ecolgicas distintas vivendo nas mesmas parcelas de amostragem, algo improvvel de acontecer naturalmente.

Ela se preocupa com a presso de desmatamento exatamente onde essas plantas so mais abundantes. As linhagens silvestres das plantas usadas pelos ndios esto nessa regio, e preservar essa diversidade gentica tambm importante para a segurana alimentar, afirma. O arquelogo Eduardo Ges Neves, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de So Paulo (MAE-USP) e um dos coautores do estudo, ressalta que os padres da floresta tambm guardam registro de prticas humanas. Um castanhal desmatado significa uma forma de conhecimento da floresta que desapareceu, afirma.

O artigoPersistent effects of pre-Columbian plant domestication on Amazonian forest composition, publicado naScience, est disponvel emhttp://science.sciencemag.org/content/355/6328/925.


Fonte: Agncia Fapesp / Imagem Divulgao


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