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Perda de hbitat no afeta igualmente a diversidade de aves da Mata Atlntica

27/03/2017 ( Caderno: meio-ambiente )


Estudo do BIOTA-FAPESP investiga como as mudanas no clima ocorridas durante o Pleistoceno impactaram a distribuio geogrfica e os processos evolutivos de 15 espcies endmicas
(
foto:Sclerurus scansor scansor, Dario Sanches / Wikimedia Commons)

Evidncias da literatura cientfica sustentam a hiptese de que o Pleistoceno era geolgica ocorrida entre 2,5 milhes e 11,7 mil anos atrs tenha sido uma poca de mudanas climticas radicais. Perodos muito frios e secos teriam se intercalado com outros bastante quentes e midos.

Em umestudopublicado noBiological Journal of the Linnean Society, pesquisadores ligados ao Programa BIOTA-FAPESP investigaram como essa variao no clima teria impactado a distribuio e o processo evolutivo de 15 espcies de aves endmicas da Mata Atlntica.

Coordenado pela professora do Instituto de Biocincias da Universidade de So Paulo (IB-USP) Cristina Yumi Miyaki, o estudo foi conduzido no mbito do projeto Dimensions US-BIOTA So Paulo: integrando disciplinas para a predio da biodiversidade da Floresta Atlntica no Brasil, apoiado pela FAPESP e pelas National Science Foundation (NSF) e National Aeronautics and Space Administration (Nasa) dos Estados Unidos.

Usamos tcnicas de modelagem para comparar como era a rea de distribuio dessas 15 espcies h 20 mil anos, quando ocorreu o ltimo mximo glacial, com a rea de distribuio atual. Os resultados indicam que todas as aves ocorrem atualmente em uma rea menor que a do passado, contou Miyaki Agncia FAPESP.

De acordo com a pesquisadora, a anlise teve como ponto de partida a hiptese dos refgios florestais publicada pelo alemo Jrgen Haffer em 1969 e, de forma independente, pelo brasileiro Paulo Vanzolini poucos meses depois. Segundo essa teoria, as alteraes climticas ocorridas no Pleistoceno teriam impactado a rea de distribuio das florestas tropicais, midas, como a Amaznia e a Mata Atlntica. Esses biomas teriam atingido seu mximo de distribuio durante os perodos quentes e midos e, na poca do frio, teriam ficado restritos a reas menores e fragmentadas.

Nesses fragmentos isolados, ainda segundo essa teoria, os organismos que dependem desse tipo de vegetao teriam passado a viver separados de outros da mesma espcie. Ao longo do tempo, foram se diferenciando, dando origem a novas linhagens, novas populaes ou at mesmo a novas espcies.

Essa uma hiptese levantada para explicar a grande diversidade de organismos existentes nas florestas midas maior que a observada em outros biomas, comentou Miyaki.

Para determinar quando ocorreram os perodos midos e quentes ou os secos e frios, os cientistas costumam se basear em registros de sedimentos encontrados em cavernas ou registros do chamado paleoplen um indicador do tipo de vegetao que havia em um determinado perodo.

A partir desses dados geolgicos e de informaes biolgicas como as condies de umidade e de temperatura consideradas ideais para a ocorrncia de uma determinada espcie fazemos inferncias sobre como poderia ser a rea de distribuio da espcie estudada no passado, explicou a pesquisadora.

Para simular a distribuio das espcies h 20 mil anos foram usados dois diferentes modelos: o CCSM3 (Community Climate System Model) e o MIROC (Model of Interdisciplinary Research on Climate). J a distribuio atual foi feita com base em registros levantados em trabalhos anteriores e dados de colees de museus.

Os modelos mostram que, de maneira geral, a rea considerada ideal para a ocorrncia dessas espcies era maior no passado do que hoje. o que chamamos de distribuio potencial dehabitat, explicou Miyaki.



Modelo binrio de distribuio de 15 espcies de aves Mata Atlntica. Para simular a distribuio das espcies h 20 mil anos foram usados dois diferentes modelos: o CCSM3 e o MIROC. J a atual foi feita com base em registros levantados em trabalhos anteriores e dados de colees de museus.

Anlises genticas

O passo seguinte foi avaliar, com base no sequenciamento do DNA mitocondrial, a diversidade gentica e a estrutura populacional das 15 espcies includas no estudo:Sclerurus scansor cearensis (popularmente conhecido como vira-folhas-cearense);Thamnophilus ambiguus (choca-de-sooretama);Sclerurus scansor scansor (vira-folha);Synallaxis ruficapilla (pichoror);Automolus leucophthalmus (barranqueiro-de-olho-branco);Xiphorhynchus fuscus (arapau-rajado);Xiphorhynchus atlanticus (arapau-rajado-do-nordeste);Conopophaga lineata (chupa-dente);Conopophaga melanops (cuspidor-de-mscara-preta);Myrmoderus loricata (formigueiro-assobiador); Myrmoderus squamosa (papa-formiga-de-grota);Pyriglena leucoptera (papa-taoca-do-sul);Schiffornis virescens (flautim);Tachyphonus coronatus (ti-preto); eMyiothlypis leucoblephara (pula-pula-assobiador).

Para isso, os pesquisadores aliaram informaes genmicas registradas noGenBank, um banco pblico mantido pelo National Center for Biotechnology Information (Estados Unidos), e material gentico coletado em trabalhos anteriores do grupo de Miyaki.

A diversidade gentica indica o grau de variabilidade de um gene existente nos indivduos de uma mesma espcie. Isso nos permite avaliar se existe uma diferena entre grupos encontrados no sul da Mata Atlntica e aqueles localizados mais ao norte, por exemplo. Dependendo do nvel de diferenciao, podemos considerar os grupos significativamente diferenciados como populaes diferenciadas de uma mesma espcie, explicou a pesquisadora.

Em seguida, os pesquisadores correlacionaram as mudanas detectadas pelos modelos na distribuio potencial dehabitat, com as anlises genticas. O objetivo era entender como as mudanas na rea de distribuio impactaram os processos evolutivos.

De maneira geral, a reduo na distribuio geogrfica parece no ter afetado a diversidade gentica dessas espcies. No entanto, observamos que cada uma delas parece responder, do ponto de vista gentico, de forma um pouco diferente s mudanas no clima e reduo dohabitat. No possvel, portanto, compor uma histria evolutiva nica para toda essa diversidade de organismos, mesmo se focarmos apenas em aves, avaliou Miyaki.

Para a pesquisadora, embora as grandes compilaes como a deste estudo sejam interessantes para detectar tendncias, no substituem o estudo detalhado de cada espcie isolada.

O artigo Effects of Pleistocene climate changes on species ranges and evolutionary processes in the Neotropical Atlantic Forest pode ser lido em:http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/bij.12844/abstract.


Fonte: Agncia Fapesp / Imagens Divulgao


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