Campanha incentiva doação de órgãos: um ato solidário para o qual é preciso estender a mão

Associação Brasileira de Transplante
de Órgãos (ABTO) lança campanha para
fomentar diálogo entre familiares e
amigos sobre um gesto capaz de
salvar vidas: a doação de órgãos

Neste momento, cerca de 60 mil pessoas aguardam uma doação, em uma fila que parece não ter fim. Nos últimos anos, muitos avanços ocorreram na área de transplantes no Brasil, como o crescimento de 40% no número de doações. Entretanto, o país ainda tem um grande desafio pela frente, uma vez que o número de doadores é significativamente menor do que a necessidade de órgãos para transplante. Essa situação merece atenção da sociedade e, por isso, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) lança, com o apoio da Novartis e do Grupo Estado, uma campanha que tem o objetivo de incentivar a doação por meio da conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos e os processos para viabilizá-la.

A nova campanha, que marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos (27/09), pode ser resumida em três palavras-chave: desmistificação, informação e conscientização. Anúncios impressos, spots para rádio, peças para mídia online, links patrocinados e ações interativas em blogs e redes sociais – criação da AgênciaClick, maior agência on-line e de interatividade do país – levam a assinatura “Estenda a mão para essa causa”, baseada no conceito de que a doação de órgãos pode prolongar a linha da vida de muitos pacientes.

Segundo Dr. Valter Duro Garcia, presidente da ABTO, muitos desconhecem a triste realidade de milhares de brasileiros cuja única salvação é o transplante. Por essa razão, esses pacientes ficam aguardando um doador que pode nem sequer aparecer. “O drama da espera adoece um grande círculo de familiares e amigos. E, infelizmente, ninguém está livre dessa possibilidade. Queremos que as pessoas pensem e debatam sobre a doação, para aumentarmos a corrente de solidariedade em prol dessa causa”, declara Dr. Valter. Para se tornar doador, não é preciso deixar nada por escrito. Uma comunicação verbal é suficiente, já que apenas a família pode autorizar a remoção dos órgãos após a morte.

Para estimular o engajamento de todos, as mídias digitais estão sendo bastante exploradas. No site da campanha (www.abto.org.br/estendaamao), os internautas podem conferir diversas informações relevantes e estender a mão para essa causa. Eles podem aplicar o selo da campanha em fotos nos perfis do Orkut, Twitter, Facebook e MSN. Blogueiros líderes de opinião no Brasil também têm um papel fundamental e atuarão como voluntários nesse projeto. No Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos (27/09), ocorrerá uma doação de conteúdo que simulará o transplante de órgãos: os posts dos blogs participantes, identificados com o selo da campanha, serão aleatoriamente trocados entre si.

A campanha também conta com o guia “Orientações sobre doação de órgãos”, produzido pelo Grupo Estado, em parceria com a ABTO. O conteúdo está disponível para download no site da campanha, e 221 mil exemplares serão encartados nos jornais O Estado de S. Paulo e no Jornal da Tarde, em 26 de setembro, véspera do Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos.

Informações sobre
doação de órgãos

- As manifestações de vontade de ser doador após a morte que constavam no RG e na CNH perderam validade. Em muitos casos, por desinformação, as pessoas forneciam respostas negativas, sem ao menos terem refletido sobre um assunto que é de extrema importância.

- No Brasil, são considerados de rotina transplantes de órgãos (rins, coração, fígado, pulmão e pâncreas), tecidos (córneas, válvulas cardíacas, ossos e pele), células (medula óssea) e sangue.

- Em vida, é possível doar rim, parte do fígado, do pulmão, do pâncreas e medula óssea. Após o óbito, com o consentimento da família, podem ser removidos: córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, pele, ossos e válvulas cardíacas.

- Doenças sexualmente transmissíveis, com exceção do HIV, não contraindicam a doação de órgãos, mas podem contraindicar a doação de tecidos e de sangue.

- O tempo exato de espera para o transplante difere de estado para estado. O renal demora mais de três anos. A lista de espera por um pulmão é renovada anualmente, uma vez que a maioria morre sem conseguir um doador. A indicação para um transplante é feita com muito critério, de acordo com a legislação vigente.

- Para viabilizar a doação de órgãos, é preciso ter confirmada a morte encefálica (perda total e irreversível das funções do encéfalo), mas o paciente deve ter o coração batendo com o auxílio de aparelhos. Tal óbito é ocasionado, na maioria das vezes, por trauma craniano (acidentes de trânsito, queda de altura ou arma de fogo), derrame cerebral ou tumor cerebral.

- Anualmente, 12 mil brasileiros apresentam morte cerebral e 50% deles poderiam ser doadores; porém, no ano passado, apenas 1.317 se tornaram doares efetivos.

- Um único doador tem a possibilidade de salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20 pessoas. Hoje, 80% dos transplantes são realizados com sucesso.

- O Brasil tem o maior programa público de transplantes do mundo. O Sistema Único de Saúde (SUS) arca com despesas da maioria dos transplantes realizados no país.

*Informações extraídas do guia “Orientações sobre doação de órgãos”.


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