
Envie uma mensagem para Marcia Pavarini...
Outras matérias já publicadas...
Turcomenistão: Castelos de Areia - Parte II Textos e fotos Márcia Pavarini
Postado em 13/07/2006
Para ver toda a Galeria de fotos desta
viagem, clique aqui!
Na edição TURCOMENISTÃO PARTE I você viu que
essa ex República Soviética é um manancial de gás natural e de reserva
petrolífera e que o governo entre, outras coisas, propicia regalias à população
que não paga água, luz, sal e gás de cozinha e que também a gasolina é a preço
de banana. Viu, ainda, que o contraste geográfico entre as planícies desérticas
e a cadeia de montanhas proporcionam intrincados desafios aos visitantes.
Conheceu um pouco sobre a charmosa capital Ashgabat que possui canteiros
floridos por toda parte que justificam o nome de “cidade do amor”.
Nesta
edição você vai conhecer uma civilização de 6.000 anos cujos ossos ainda jazem
em covas ao ar livre. Vai atravessar comigo o escaldante deserto negro de
Karakun, descobrir qual é a maior jóia do Mar Cáspio e, por fim, dar uma volta
no colorido bazar TOLTUCHKA em pleno deserto.

TESOUROS DO
DESERTO

E a 400 quilômetros da capital, à
margem do deserto de Murgab fica um dos maiores tesouros da humanidade: o sítio
arqueológico de MARGUSH. São ruínas de uma cidade datada de 6.000 anos,
revelando uma civilização organizada pela hierarquia, seus costumes, rituais
funerários e zoroastras (adoradores do fogo), a remota tecnologia da fabricação
da cerâmica e seus famosos cemitérios com esqueletos nas covas ao ar livre, em
perfeito estado de conservação.
 Dentes
de um esqueleto de uma jovem mulher, datados de 2300
a.C
Esta é a única civilização conhecida que mantinha o costume de
enterrar o cavalo junto ao corpo do líder.

Seguindo a oeste, pelas escaldantes areias do Karakum,
visitei a antiga cidade de MERV, um viçoso oásis no coração do
deserto. Situado às margens do rio Murgab, a cidade
de MERV é uma das mais antigas regiões do da Ásia Central, onde foi desenvolvido
um fabuloso sistema artificial de irrigação que abastecia não só a população,
mas também as caravanas de mercadores sedentos.
 Cisterna subterrânea de Merv
 Atravessando
o inferno
Em meio ao sufocante deserto negro de
KARAKUN, com redemoinhos de areias escaldantes, segui 500 quilômetros para o
extremo oeste do Turcomenistão, em direção ao mar Cáspio, com Merdám, meu guia,
e Igor o motorista russo. O calor emanado do solo fazia flutuar uma camada de ar
quente tremulante dando-me a impressão de estar sobre o vapor dos caldeirões do
inferno. Bandos de camelos cruzam calmamente a estrada, desafiando a paciente
espera dos motoristas, advertidos a
respeitar o trânsito dos vagarosos animais.
Pela primeira vez
presenciei o fenômeno que acontece nas planícies desérticas, onde a ilusão ótica
nos faz ver água onde ela não existe. A ilusão torna-se tão real que se vê o
reflexo de um camelo de verdade na água que é apenas uma miragem.

Ao longo da rudimentar estrada que corta o
deserto, mulheres nômades vendem leite de camelo, ou melhor, de “camela” em
garrafas de coca-cola. O leite de camelo é um excelente revigorante e
hidratante, ele aplaca a fome e a sede dos nômades que atravessam o causticante
deserto. Durante o verão, as temperaturas do deserto de Karakun atingem a marca
dos 70ºC.
 Igor me prepara um nescafé no
deserto
 Veja
quem veio nos fazer companhia: uma
Naja!
 Jóias
do Mar Cápio
Nas profundezas do Mar Cápio que banha o
país, ficam as espécies de peixe mais cobiçadas do mundo: os Esturjões, que
produzem o CAVIAR, ovas de peixe a preço de ouro. Fui ao mercado local conhecer
o bichinho e degustar suas preciosas ovas.
 Caviar: Beluga e Cevruga

 Mercado Toltuchka: onde
se vende desde comida a camelos
Esparramado por
vários acres no deserto próximo à cidade, fica o TOLTUCHKA BAZAR, também chamado
de “Sunday market” ou mercado de domingo. Na colorida e movimentada feira do
TOLTUCHKA, praticamente toda a população vem comercializar seus produtos às
quintas, sábados e principalmente aos domingos.
O Bazar a céu
aberto vende desde alimentos até animais como: cabras, camelos, bois e ainda,
antiguidades, tapetes, jóias amuletos, tecidos e outros bichos. Os coloridos
tapetes são estendidos na areia ou pendurados em prateleiras improvisadas,
formando um turbilhão de cores.
 Eu, com um chapéu de pele de carneiro,
típico da região do Cáucaso
 O Chapéu "faz a cabeça" dos
nômades turcomanos
COMO VISITAR O
TURCOMENISTÃO Entrar em contato com AYAN – TOURISM & TRAVEL
COMPANY 108-2/4 Magtumguly Ave. Ashgabat, Turkmenistan 744000 Tel: (+
993 12) 352914, 350797 Fax: (+ 993 12) 393355 Email: ayan@online.tm Website: www.ayan-travel.com
Obs: Os vistos devem ser requeridos no
aeroporto do país.
Clique aqui e veja toda a Galeria de fotos
desta viagem Clique aqui para ver a Parte I desta
matéria
|
Publicações mais recentes...
|
|
Márcia Pavarini
Ao longo de vários anos Márcia Pavarini percorreu o mundo viajando por todos os continentes e até aos Pólos. Foi anotando suas aventuras em diários que, hoje, perfazem aproximadamente 5.000 páginas. Ela esteve, até agora, em 240 países, de acordo com o critério de contagem da Travelers Century Club TCC. Na Coluna “Diário das 1001 Viagens” Márcia Pavarini divide com os internautas, do Portal, as experiências vivenciadas durante suas andanças.

|