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    Paquistão: Viagem ao coração das montanhas pela karakoran Highway - Por Marcia Pavarini
    Postado em 19/01/2007


    Eu mal conseguia me equilibrar no assento do velho carro que seguia em zigue-zague beirando os penhascos que dominam o vale profundo. Lá em baixo, a corredeira do degelo seguia, desenfreada, seu caminho pelo solo árido, pincelando de azul esbranquiçado o cenário cor de chumbo.



    Para qualquer direção que eu olhasse, nos 360º graus, via os picos nevados a perder de vista.
    Eu estava cruzando a longa, perigosa e quase intransitável Karakoran Highwqy que liga o Paquistão ao deserto de Kashgar na China.




    Num panorama deslumbrante cortando rochedos, férteis vales, platôs desérticos e aldeias perdidas no tempo, a estrada Karakoran Highway é fruto de um prodigioso projeto de engenharia.




    Cavada nas encostas das montanhas rochosas, a  Karakoran Highway, com 1200 quilômetros, surgiu de um acordo entre Paquistão e China e levou 30 anos e muitas vidas para ser concluída.



    Ela segue rodeada pela zona de colisão das mais altas cordilheiras do mundo:  Himalaia,Hindukush, Karakoran, Pamir e Kunlun. A Karakoran Highway conecta a antiga rota da seda ao oásis do deserto de Kashgar, via Kunjerab pass, passando pelo mitológico Vale de Hunza e o tradicional posto de Gilgit.




    O Paquistão, é uma terra privilegiada por sua grande variedade de paisagens e diversidade de culturas. É um verdadeiro caleidoscópio de povos e linguagem.  Cada uma de suas quatro províncias tem seu próprio dialeto, paisagem, culinária e costumes.


    Pouco menor que a região sudeste do Brasil, o Paquistão surgiu como país independente em agosto de 1947, como resultado da divisão da colônia britânica da Índia. A idéia de se criar o Paquistão esteve ligada à oposição dos muçulmanos do subcontinente indiano.


    A palavra que designa o país é relativamente recente e foi “criada” por jovens intelectuais muçulmanos que queriam a independência como  República Islâmica. O termo Paquistão, cujo significado é  “ o país dos puros”, tem uma origem singular. Cada letra que compõe o nome do país - Pakistan em inglês - tem um significado geográfico: cada uma delas refere-se a uma das regiões que integram o país. Assim, a letra P é de Punjab, o A é de Afegânia, o K é de Kachemira, o S é de Sind e as três últimas letras (TAN) significam “terra” e também se referem à área meridional do país, conhecida como Baluquistan.

    Com uma população de mais de 165 milhões de habitantes é considerado o sexto país mais populoso do mundo. A língua nacional do Paquistão é o URDO e a oficial é o inglês.


    A principal religião do país é o Islamismo: 96% da população é composta de Muçulmanos e uma irrisória minoria de Hindus, Cristãos e zoroastras, entre outros.

    A economia baseia-se na agricultura, exportação do arroz, algodão, produtos têxteis e gás natural.
    Ali rege um estado patriarcal, onde o homem é a cabeça da família e responsável pelo seu sustento. A mulher deve resignar-se ao confinamento familiar e à segregação da sociedade machista. Esse fator acentua-se nas aldeias e províncias menos urbanizadas.
    Fora da capital e dos centros urbanos, é incomum cruzar com mulheres nas ruas.



    LEI DO TALEÃO – OLHO POR OLHO DENTE POR DENTE
    O país adotou a pena de morte para crimes graves, mas no noroeste,
    onde vivem em sociedades tribais, prevalece a lei do Taleão: “olho por
    olho dente por dente” ou seja: se alguém matar o filho do outro
    terá também o seu filho morto.


    Caminhões e ônibus são verdadeiros carros alegóricos


    Mrcadorias importadas da vizinha China entram no país pela poeirenta cidade de SOST e são distribuídas por todo país em caminhões emoldurados por decorações com placas em alto relevo, pintadas com trechos do Alcorão.Esses coloridos caminhões, que mais parecem carros alegóricos, fazem parte de uma tradição: a crença é de que a decoração espanta a inveja e o “mau olhado”.


    Os ônibus, também pintados e decorados trafegam tilintado com seus penduricalhos e é uma marca registrada do país.



    TECELAGEM DE GULMIT- Centenária tecelagem de GULMIT, onde são
    elaborados tapetes “mágicos”, uma arte transmitida por gerações.




    BALTIT FORT na aldeia de KARIMABAD
    Construído há mais de 800 anos o Palácio-Forte de Baltit,
    majestosamente posicionado acima do vale de Hunza, foi residência
    de várias gerações de Marajás.


    O povo de Hunza é conhecido como o de maior longevidade da
    terra, com casos de até 110 anos de idade! Entre os “hunza” não se
    conhece o cancro, as doenças do coração, a diabetes e o
    envelhecimento precoce.




    Nos caóticos e turbulentos mercados e bazares, a multidão disputa
    espaço com ônibus, caminhões e automóveis os quais ignoram quaisquer
    regras de trânsito e de civilidade.



    ISLAMABAD é A CAPITAL FEDERAL - MOSQUE SHA FAISAL, Com uma
    moderna e arrojada arquitetura de 50 milhões de dólares, o maior
    Mosque da Ásia, o SHA FAISAL em Islamabad, abriga quase 100.000 fiéis
    para as orações do alcorão durante as comemorações religiosas islâmicas.



    Karachi situada às margens do Mar da Arábia é o  principal porto e um importante centro industrial.Como a maior e mais populosa cidade do país possui uma grande concentração de lixo nas ruas em razão da  falência dos serviços públicos.



    Ao longo orla marítima, encantadores de cobra e domadores de camelos levam o visitante a uma viagem às histórias das “1001 noites”.




    IGUARIAS DA CULINARIA 


  • Jamaica - A ilha mais vibrante do caribe
    Peru - Linhas de Nazca: Enigmas de uma Civilização Avançada

    Márcia Pavarini
    Ao longo de vários anos Márcia Pavarini percorreu o mundo viajando por todos os continentes e até aos Pólos. Foi anotando suas aventuras em diários que, hoje, perfazem aproximadamente 5.000 páginas. Ela esteve, até agora, em 240 países, de acordo com o critério de contagem da Travelers Century Club TCC. Na Coluna “Diário das 1001 Viagens” Márcia Pavarini divide com os internautas, do Portal, as experiências vivenciadas durante suas andanças.

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