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    Irã: Envolvente Magnetismo
    Postado em 02/05/2012

    Fotos e texto por Marcia Pavarini


    Visitar o Irã é como flutuar num tapete mágico sobre as mesquitas azuis com domos de ouro, sobre os mercados coloridos e barulhentos, sobre as colinas de Tâmaras, ou os desertos dourados. É como entrar nas páginas das histórias de aventuras das “1001 Noites” contadas pela jovem Shehrazad para o “Barba Azul”, é viver intensamente a tradição persa, as cores vibrantes e os sabores inigualáveis.

    Desvendar as tradições e a arquitetura artesanal da antiga Pérsia, uma das mais antigas civilizações é, certamente, uma experiência enriquecedora, mas um deslize do visitante com relação às rigorosas normas de comportamento da cultura islâmica pode tornar o “clima” tão quente quanto o escaldante verão do seu deserto. Para viajar pelo Irã, foi preciso vestir-me adequadamente: cabeça e corpo cobertos. Foi assim que perambulei pelas cidades mais belas daquele país,(Hisfahan, Shiraz, Kerman,Yazd e Machad) visitando os inigualáveis mosques decorados com mosaicos azuis, filigranas e cúpulas de ouro. Os desenhos nos mosaicos inspiram as figuras dos tapetes persas de cada região.


    O Irã exerce um irresistível magnetismo naqueles que buscam umaviagem rumo ao mistério da antiga civilização persa, que teve boa parte do seu apogeu na região. O pais carrega 7 mil anos de historia e, de acordo com a Unesco, figura entre as dez nações mais importantes do mundo, no que se refere à herança cultural.

    A moderna capital, Teerã, é a porta de entrada para o país dos mágicos tapetes persas, da bela arquitetura islâmica e dos mercados de especiarias. A mais charmosa das cidades iranianas, porém, atende elo nome de Isfahan. Situada em um vale da cadeia montanhosa de Zagros, 350 km ao sul de Teerã, abriga majestosas mesquitas, como a Eman, construída em 1602. O seu interior, formado por uma abóbodagrande e alta, cercada de nichos, foi projetado para que produzisse eco durante as preces.Assim, o som das orações é multiplicado sete vezes.

    A harmoniosa Ponte Khaju, que cruza o Rio Zayandeh, é outro símbolo de Isfahan. Erguida no século 17, tem 23 arcos de dois andares, feitos em pedra e tijolo, distribuídos ao longo de 132 m de comprimento, o que proporciona um cenário de rara beleza.


    A 280km DE Isfahan está Yazd, outra cidade que merece uma visita. A antiga vila é maquiada em tom pastel em razão das construções feitas em tijolos de sol. O grandioso portal de entrada, flanqueado por dois minaretes com inscrições do Alcorão do século 15, é a edificação mais soberba da cidade. O horizonte local é dominado pelas “janelas-torres” (badgris), que emergem sobre as edificações. São chaminés construídas sobre os telhados que captam o ar quente de fora e o refrescam antes de devolve-lo para dentro das casa, por meio de um intrincado sistema natural de ventilação.

    Já no nordeste do Irã, a 850km de Teerã, fica Mashhad, a cidade religiosa mais importante do pais. Espécie de Meca iraniana abriga um templo sagrado com os restos mortais do oitavo líder muçulmano xiita, Iman Reza, cuja tumba é um monumental sarcófago feito em treliça de platina. Todas as cúpulas do complexo são de ouro maciço.



    No entanto, é nas ruínas de Persépolis, antiga capital do império persa, que a arte desabrocha em seu maior esplendor. A construção da ciade teve inicio em 521, sob as ordens do imperador Darius I. As esculturas em alto-relevo nos muros de pedra constituem um obra-prima em céu aberto da arquitetura persa. Os resquícios da prestigiosa região permitem ao visitante mergulhar na história do antigo império graças a inscrições, que ainda se encontram em perfeito estado de conservação, e ao palácio das cem colunas.



    Outro ponto de interesse são as ruínas de Bam, uma histórica cidadela que fica a 1000 km de Teerã, considerada uma das maravilhas do patrimônio cultural do Irã, é a maior cidade do mundo construída com casas de taipa (200 km2) uma mistura de argila, palha e tijolos de argila. Assimilar a riqueza da arte e da cultura é tornar-se parte delas.



  • Márcia Pavarini
    Ao longo de vários anos Márcia Pavarini percorreu o mundo viajando por todos os continentes e até aos Pólos. Foi anotando suas aventuras em diários que, hoje, perfazem aproximadamente 5.000 páginas. Ela esteve, até agora, em 240 países, de acordo com o critério de contagem da Travelers Century Club TCC. Na Coluna “Diário das 1001 Viagens” Márcia Pavarini divide com os internautas, do Portal, as experiências vivenciadas durante suas andanças.


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