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    Peru - Linhas de Nazca: Enigmas de uma Civilização Avançada
    Postado em 16/08/2019

    Por Marcia Pavarini

    Alojada no estreito banco junto à janelinha do Cessna, mal podia controlar minha ansiedade. Assim que o piloto acionou o motor, não pude conter a emoção, já que eu aguardava, há muito, esse momento.


    O fone de ouvido do pequeno avião não conseguiu reduzir o ruído das batidas do meu coração.

    Eu estava prestes a presenciar uma das mais espetaculares obras de uma civilização antiga, muito avançada em seu tempo. Um feito tão espetacular, que só pode ser visto do ar. A façanha se torna ainda mais assombrosa porque foi feita há mais de 2400 anos, e até hoje, não se sabe exatamente o seu propósito.

    Eu não poderia estar falando de outra obra, senão sobre as misteriosas e intrigantes linhas de Nazca, localizadas a 450 km ao sul da capital Lima, no Peru.

    Conhecido como o coração do Império Inca, e de outras civilizações antigas, o Peru guarda mistérios até hoje indecifráveis.

    Entre os grandes segredos das antigas civilizações desse país, as LINHAS DE NAZCA continuam sendo um dos mais fascinantes enigmas da História. Igual a outros grandes e inexplicáveis mistérios, essas imponentes gravuras em meio ao Pampa peruano, atribuídos a uma civilização, Nazca, Pré Incaica, e datados entre 450 a.C e 600 d.C anos, atraem uma grande leva de turistas, arqueólogos, cientistas, historiadores, místicos, curiosos e peregrinos a caminho de Machu Picchu. Em 1994 as linhas foram declaradas Patrimonio Mundial e é a maior atração turística da costa sul, sem o que, a pequena cidade do deserto de Nazca, que leva o mesmo nome, seria um insignificante ponto no mapa.

    O Cessna decolou em direção ao céu límpido e azul do deserto de Nazca.

    Depois de alguns minutos, começam a surgir, lá embaixo, as gravuras no chão arenoso e árido, em meio à planície desértica. Quando o pequeno avião atingiu a altitude e estabilizou, o piloto iniciou a explicação de como seria o sobrevoo.

    Informou que iria sobrevoar duas vezes cada figura, para que os passageiros de cada lado do avião, pudessem ver com clareza.

    Em poucos minutos, avistamos as primeiras linhas. Do alto, formam um impressionante emaranhado de linhas retas, obliquas e figuras geométricas que se cruzam a partir de um eixo central, a perder de vista, aparentemente sem lógica.


    OS GRANDES GEOGLIFOS DE NAZCA

    Depois de um grande suspense, começam a surgir o contorno das primeiras figuras lá em baixo: a BALEIA(52m), depois, uma intrigante figura humanoide a que chamam de ASTRONAUTA(40m).

    E assim, fomos sobrevoando outras tantas. São centenas de figuras biomorfas, representando animais, plantas e organismos vivos, como as alegóricas figuras da ARANHA(46m), do MACACO(110m), do CACHORRO (84m), de aves, como o intrincado desenho do COLIBRI(50m), do CONDOR(135m);  do ALCATRAZ(285m)  formado por um zigue-zague que une o corpo à sua cabeça, com um enorme bico que se projeta por muitos metros de comprimento; a IGUANA(155m). Ainda, entre as figuras que representam as aves, estão o PELICANO(85m); o PAPAGAIO(175m); O PÁSSARO(88m). A BALEIA(52m) e a ORCA(54m) surgem como representação de do mar.


    Entre outras figuras biomorfas, estão a ÁRVORE(88m), e a MÃO(50m);  entre as figuras geométricas estão o LABIRINTO(72m) com semelhança a um cérebro; e a ESPIRAL(), uma curva plana que gira em torno de um eixo central; tem também as linhas de uma FLOR(124m).

    Um pouco mais afastada do complexo das gravuras, está a figura de um gigantesco LAGARTO(180m). Infelizmente, essa belíssima obra Nazca foi cortada ao meio pela Rodovia PANAMERICANA Sul, que atravessa o deserto de Nazca, antes de ser considerada área protegida.


    São mais de 800 linhas, 300 figuras geométricas (geoglifos) e 70 desenhos de animais espalhados numa área de 500km2. Existem, ainda, incontáveis figuras espalhadas por toda região do deserto de Nazca, que estão sendo catalogadas pelos incansáveis arqueólogos, que continuam em busca de respostas.


    Cada figura tem sua magia, entretanto, as mais emblemáticas são as figuras da ARANHA (com traseiro acentuado e pernas estendidas) e a do MACACO, como uma extravagante cauda retorcida. Até hoje, não se sabe como os Nazca conseguiram desenhar, com tanta precisão, o labiríntico caracol do rabo do macaco, sendo ele uma figura de proporção gigantesca, cuja aparência só se revela num sobrevoo.



    Foi um dilema escolher entre apreciar as figuras ou fazer as fotos, mas com a ajuda do solícito copiloto Júlio, pude coordenar as duas coisas.


    Afinal, o que são as linhas de Nazca e por que motivo os Nazca gravaram, na areia do deserto, gigantescas figuras que só podem ser vistas do ar, e qual a técnica utilizada para tamanha precisão?



    As Linhas de Nazca são um conjunto de geoglifos, figuras geométricas e desenhos biomorfos de animais e plantas, localizados no solo do deserto de Nazca.


    COMO FORAM FEITOS OS GEOGLIFOS?

    Foram retirados, da superfície do deserto, pedras e cascalhos queimados do sol e amontoadas de ambos os lados das linhas, com isso, ficou exposta a parte mais clara, arenosa e rica em gesso, criando sulcos, formando, assim, os desenhos, as figuras e as linhas em relevo negativo.

    Surge a pergunta: Como foi possível fazer desenhos tão precisos e em proporção gigantesca no chão, sem usar um avião para checar a precisão das medidas à certa altura? Até o momento, não há uma explicação científica sobre qual método os Nazca se valeram para desenvolver as linhas e figuras com tamanha perfeição e, tampouco, para que serviam.

    Ao longo do tempo, surgiram muitas hipóteses sem comprovação cientifica, e essas questões continuam sem respostas.

    Existem muitas teorias, algumas delas justificam as linhas como indicativas de fluxo de água, e que as figuras são marcas de fontes de água subterrânea, indicando a localização de poços e aquedutos; outros relacionam as linhas e figuras com rituais e símbolos de fertilidade, outras pregam serem gigantes calendários astronômicos. Algumas das teorias vão além da imaginação, supondo que as linhas de Nazca deveriam ser uma espécie de sinal de pouso, visível apenas para Deuses que residiam no alto do céu, que para os Nazca iriam retornar à Terra. Uma outra teoria, é que as linhas foram criadas para serem pistas de aterrissagem para aeronaves de extraterrestres.

    A teoria que mais foi  levada a sério, foi a da alemã Maria Reiche (1903 – 1998), uma arqueóloga e matemática, que dedicou sua vida a estudar as linhas “in loco” e que atribuiu um significado astrológico às linhas, segundo o qual, algumas figuras parecem corresponder diretamente às constelações, visíveis durante certas estações do ano. Por exemplo, que a figura do Macaco corresponde diretamente com a Constelação Ursa Maior, e a Baleia (ou golfinho) e Aranha estão relacionadas com a constelação de Orion.

    Ainda segundo a arqueóloga, as gravuras foram realizadas pelas culturas Paracas e Nazca entre 900 a.C a 600 d.C.

    O fato é que Nazca segue sendo um mito, e apesar das inúmeras tentativas para desvendar seus segredos, arqueólogos, cientistas, astrônomos, matemáticos, estudiosos e até ufólogos, continuam estudando para tentar descobrir os enigmas desses traçados.

    O primeiro avistamento desse extraordinário feito da civilização Nazca, ocorreu por volta do ano de 1930, quando as pessoas começaram a viajar de avião sobre a área.

    Pista para aterrissagem de aeronaves de Extra Terrestres? Traços de aeronautas Pré históricos? Um mapa astronômico?  Pista de Pouso para os Deuses? Local de rituais? Indicação de poços subterrâneos? Até hoje, esse local guarda o segredo de uma civilização à frente de seu tempo. Esses são enigmas de uma civilização que o homem da atualidade não conseguiu desvendar.

    Futuras gerações terão de se esforçar para desvendar os Misterios de Nazca, tão bem guardados no deserto, obras que provocam irresistíveis atração e curiosidade, e ainda, impressionam, fascinam, arrebatam e hipnotizam desde os mais leigos visitantes, até renomados arqueólogos, historiadores e astrônomos.


    DICAS DE CIRCUITOS

    A maioria dos visitantes limitam-se a sobrevoar as Linhas de Nazca, entretanto, a região tem muito mais a oferecer.




    -1) Como o IMPERDÍVEL Cemitério NAZCA, Zona Arqueológica CHAUCHILLA que fica a poucos quilômetros da cidade do mesmo nome. Numa planície árida, pedregosa, rodeada por montanhas no horizonte. Os Nazca mumificavam seus mortos em posição fetal, envolviam-nos com suas vestimentas e os enterravam em valas feitas de tijolos de adobe, com todos os seus pertences. Os Xamãs eram mumificados com suas tranças de vários metros. Em razão do clima seco, as múmias estão muito bem preservadas, sendo possível ver até a pele e expressão do rosto de adultos e crianças. São inúmeras tumbas expostas ao longo da vasta área. Hoje, o Cemitério de Nazca é um dos mais importantes museus de múmias a céu aberto.




    2) Outra visita IMPERDÍVEL é ao ACQUEDUTO CANTALLOC DE NAZCA . Com uma engenharia de vanguarda, os NAZCA construíram aquedutos em forma de caracóis de pedras redondas, que se embrenham terra adentro, até encontrar o olho de água. Eles descobriram as nascentes e as direcionavam para o túnel subterrâneo. O mais extraordinário dessa obra, é que esses aquedutos foram construídos nos séculos IV e V e até hoje está em perfeito funcionamento, sendo utilizados pelos locais para irrigação de campos cultiváveis da área.



    3) Visita à FÁBRICA DE CERÂMICA EMILIA - A Emilia não é uma fábrica de Cerâmica qualquer, o proprietário Andrés Calle Flores, estudou por 20 anos, as cerâmicas artesanais feitas pela civilização Nazca, até descobrir todos os longos processos de fabricação, misturando vários resíduos de rochas de diversos tons, e areia do rio, bem como seu cozimento em temperatura correta, até seu acabamento. O velho Andrés passou o segredo da técnica ao seu neto Andrés Crisóstomo Calle, que se auto denomina “El nieto ceramista”, e hoje, dá continuidade à obra do avô.



  • Márcia Pavarini
    Ao longo de vários anos Márcia Pavarini percorreu o mundo viajando por todos os continentes e até aos Pólos. Foi anotando suas aventuras em diários que, hoje, perfazem aproximadamente 5.000 páginas. Ela esteve, até agora, em 240 países, de acordo com o critério de contagem da Travelers Century Club TCC. Na Coluna “Diário das 1001 Viagens” Márcia Pavarini divide com os internautas, do Portal, as experiências vivenciadas durante suas andanças.

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