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    Jamaica - A ilha mais vibrante do caribe

    Por Marcia Pavarini
    Fotos e Texto

    Ela foi invadida por colonizadores, saqueada por piratas e corsários, tem praias paradisíacas, cachoeiras, montanhas, florestas tropicais, paisagens de tirar o fôlego, um mar de águas azuis, quentes e incrivelmente cristalinas, e é a ilha mais descolada do Caribe.

    Ela é berço de dois ícones, mundialmente famosos, um do esporte, Usain BOLT, o homem mais rápido do mundo, e outro da música, o imortal Bob Marley, considerado o criador do Reggae e da cultura Rastafari.
    Ainda que eu não tivesse citado o nome do país, no tópico da matéria, já daria para adivinhar de que ilha do Caribe estou falando: não outra, senão a JAMAICA.

    A Jamaica é um caleidoscópio de belezas. Desde as radiantes manhãs até o glorioso Pôr do Sol, a ilha oferece uma enorme variedade de atrações e uma incrível diversidade cultural.
    O nome “JAMAICA” vem da palavra indígena Xaymaca, que em aruaqueque, significa “Terra dos mananciais”

    Até 1962 a Jamaica era colônia do Reino Unido, mas apesar da sua independência, faz parte da chamada “Comunidade das Nações Britânicas”. Em razão disso, a rainha Elizabeth II é considerada a monarca simbólica da nação.

    O inglês é o idioma oficial, porém, com sotaque diferente do que se aprende nos cursos da língua. Mas se você acha que vai entender o que dois jamaicanos estão conversando, está muito enganado, porque, entre eles, além do inglês jamaicano, se comunicam em “Patois (que se pronuncia patuá), conhecido como “crioulo jamaicano.

    Em 1655, os ingleses atacaram a Jamaica e tomaram o controle da região. Os britânicos começaram a obter lucro com a colônia através da chegada de escravos da África, que trabalhavam em plantações de milho, batata-doce, inhame, café, cana de açúcar e frutas.

    Em razão dessa ocupação, a Ilha foi porto de milhares de escravos africanos, oriundos de diversas etnias, subjugados primeiramente por espanhóis, e depois por ingleses, por volta do século XVII.

    Da necessidade de comunicação entre eles, nasceu o Patois jamaicano, uma mescla de idiomas africanos, do espanhol, português e do inglês.

    Seven Mile Beach

    Para turistas, a Jamaica é um paraíso, entretanto, para muitos Jamaicanos os desafios da vida diária incluem fome, pobreza e tensão racial. Hoje, quase 15% da população vive abaixo da linha da pobreza, e esse se torna o grande contraste entre a realidade turística da ilha e a realidade de vida da população.

    A capital Kignstown, tema de uma das composições de Bob Marley, é uma mistura de cidade cosmopolita com selva meio exótica, repleta de distritos comerciais e uma intensa vida noturna.  Mas poucos turistas se prendem à Kignstown, com tantos lugares paradisíacos que há para conhecer no país.

    O principal acesso para visitar a ilha, chegando de avião ou de navio, é por Montego Bay, que fica na costa noroeste da Jamaica, a 140 Km de distância da capital Kignstown. Montego Bay é uma cidade de grande importância turística, com praias surreais, natureza exuberante, construções históricas, vida noturna, que recebe cruzeiros vindos do mundo inteiro.

    Mas o meu destino final era Negril, o lugar mais procurado por turistas, em razão dos estonteantes resorts a beira mar, por suas magníficas praias de águas calmas, cristalinas e turquesas, e pelo relaxamento que a atmosfera descontraída proporciona.

    Negril, fica a 80 Km de Montego Bay, no extremo oeste. Entre as duas cidades, espere gastar uma hora e meia de viagem, considerando o trânsito, que se mistura com pedestres, e as precárias condições da estrada. O “transfer” pode ser feito de taxi, de vans particulares, com excursões ou de carro alugado, lembrando que a mão do trânsito é a inglesa (com a direção do lado oposto).


    Negril - As praias do Reggae e da Cultura Rastafári

    Não dá para falar em Jamaica, sem falar em Reggae e Cultura Rastafari, assim como não se fala em Negril, sem falar na Seven Mile Beach.

    A popularização do gênero musical veio com o movimento Rastafári, que o usava para pregar suas opiniões políticas através da música. Hoje, existem mais de 2.000 festivais de reggae por ano, em todo o mundo. Todo julho, o país sedia um festival de música de 4 dias chamado Reggae Sumfest, que por sua vez, atrai uma legião de fãs de reggae de várias partes do mundo.
    Já em Negril, a sevem Mile Beach é considerada a praia dos sonhos de qualquer turista que deseja desfrutar de um marzão azul do caribe, com águas calmas, cristalinas e quentes, de areia fina e branquinha. Ela é um verdadeiro cartão postal.

    A Seven Mile Beach, estende-se pela costa até onde os olhos alcançam. Ao longo dessa infindável praia, estão os badalados resorts, bares descolados, restaurantes e lojinhas. Passear ao longo dessa praia é uma incrível experiencia de interação com a cultura local.

    É comum cruzar com  jamaicanos galopando na praia com uma garrafa na mão e um baseado na boca; com cantores de reggae, que se apresentam em troca de uma gratificação; com pescadores retirando suas redes; com vendedores de frutas, e até de marijuana, uma droga que é tradição da cultura Rastafari, e que o governo optou pela descriminalização em vez da legalização total.

    Para muitos turistas, a maconha tem sido uma parte importante da experiencia na Jamaica. Conhecida no país como “ganja” ou “erva”, ela pode parecer tão jamaicana quanto Bob Marley ou Usain Bolt.  Os locais vendem, abertamente, bobinas pré enroladas em qualquer lugar: nas ruas, nas festas e nas praias. É comum os vendedores passarem pelas praias, oferecendo não só frutas, como também a erva e baseados.

    Rick's Café – Aclamado o melhor "Beach Bar" do Mundo

    A poucos quilômetros da Seven Mile Beach, no extremo oeste da Ilha, fica o imperdível Rick´s Café, o mais famoso e badalado “hot spot” da Jamaica. Trata-se de um complexo de bar, restaurante e lanchonete, construído à beira de um alucinante penhasco, com trampolins em várias alturas, sendo que o mais alto chega a quase 30 metros, de onde alguns locais, e os visitantes mais afoitos, saltam em queda livre para o mar, provocando um verdadeiro êxtase na plateia de turistas.

    A partir do meio-dia, começa o movimento no Rick’s Café, que vai se intensificando até altas horas. As atrações vão muito além dos saltos do penhasco, dos elaborados drinks e lanches, do contagiante som orquestrado pelos DJs, porque, a partir das 17 horas, iniciam-se os shows no espaçoso palco, com fabulosas bandas de REGGAE, cuja interatividade com os visitantes, é um convite para uma coreografia animada e descontraída de dança.

    Do alto do belvedere do Rick’s Café, é possível apreciar o mais espetacular Pôr do sol da Ilha, momento mágico, em que todas as atenções se voltam para o astro Rei, quando mar é tingido por vários matizes de dourado e escarlate, até ele se deitar no oceano.

    Enfim, o Rick’s Café é o coração pulsante da Ilha.

    Drinks do Rick's Café

    O BEERGARITA, o drink mais bonito e chamativo, servido no Rick’s Café, não passa despercebido para quem está transitando por ali. Trata-se de uma gigantesca taça com um transbordante conteúdo azul celeste. É uma mistura do “Drink Margarita” com uma cerveja (“beer”, em inglês), emborcada no topo, daí o nome BEERGARITA que, por sinal, é delicioso, além de ser um deleite para os olhos.

    Quem preferir ficar só na cerveja, não pode deixar de experimentar a RED STRIPE uma deliciosa cerveja local.

    A gastronomia da Jamaica é outra atração turística, que deve ser explorada. Conhecer a Jamaica, também significa se entregar à culinária local, uma mescla de comida africana (crioula) e inglesa, sempre de sabores intensos, com muitos temperos e pimenta.

    A culinária é a base de peixes, frutos do mar, aves, arroz, legumes, especiarias e muitas frutas. A maioria dos pratos é bem apimentada. A receita mais popular é o “jerk food”, termo que descreve o processo de cozimento da carne ou peixe, marinados e cozidos lentamente.

    Uma das atividades mais interessantes, depois da praia, é participar de uma aula de culinária jamaicana, geralmente oferecida no próprio Hotel.


    “JERK MARINADE SHRIMP” ( um camarão marinado em especiarias)

    Essa é uma receita que aprendi, numa das aulas de culinária, oferecidas pelo meu Hotel, o “COCO LA PALM”, localizado na praia Seven Mile Beach, em Negril www.cocolapalm.com.

    A Jamaica abriga o maior número de bares especializados em rum por km², o que torna o país um dos melhores lugares do mundo para experimentar diferentes variações dessa bebida.


    Esse é o Chef Kevin que ministrou a aula de culinária

    Assim, a melhor dica, é entrar no espírito do “DON’T WORRY, BE HAPPY”, para admirar o Pôr do Sol e desfrutar das belezas da Jamaica, seja com uma cerveja local “Red Stripe”, com um drink do famoso Rum Jamaicano, um refrigerante, ou uma água na mão.

    Não importa o tipo de suas férias, sempre haverá um plano do tamanho do seu bolso, para aproveitar o que a Ilha pode lhe oferecer. Apenas relaxe, e apaixone-se pelo país do “All Right”.

    Veja algumas frases, em Inglês, traduzidas para o PATOIS Jamaicano

    Melhor época para ir: De dezembro a abril. Durante todo ano a Ilha registra temperaturas quentes.

    Época para fugir dos preços altos: maio a junho. A Jamaica está na rota dos furacões, cuja temporada vai de julho a novembro.

    Brasileiros não precisam de visto para visitar a Jamaica, mas são necessários os seguintes documentos:

    - Passaporte com validade mínima de seis meses
    - Cartão internacional de vacinação contra febre amarela
    - Comprovante de hospedagem

    Boa Viagem!



  • Márcia Pavarini
    Ao longo de vários anos Márcia Pavarini percorreu o mundo viajando por todos os continentes e até aos Pólos. Foi anotando suas aventuras em diários que, hoje, perfazem aproximadamente 5.000 páginas. Ela esteve, até agora, em 240 países, de acordo com o critério de contagem da Travelers Century Club TCC. Na Coluna “Diário das 1001 Viagens” Márcia Pavarini divide com os internautas, do Portal, as experiências vivenciadas durante suas andanças.

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